Etanol perde vantagem sobre a gasolina em todo o Brasil.

O preço médio do etanol hidratado nas posições brasileiras subiu 0,22% na semana encerrada em 7 de fevereiro, passando de R$ 4,63 para R$ 4,64 o litro, conforme levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O combustível registrado é alto em oito Estados, cai em cinco e no Distrito Federal, e estabilidade em 11 unidades da federação. No Amapá, não houve medição.
Com essa variação, o etanol perdeu competitividade frente à gasolina em todo o território nacional, apresentando paridade de 73,53% em relação ao derivado do petróleo. Pela regra prática do mercado, o biocombustível só compensa quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.
Tocantins lidera altas; DF tem maior queda
A maior elevação percentual da semana foi registrada no Tocantins, onde o preço subiu 2,53%, passando de R$ 5,14 para R$ 5,27 o litro. Na direção oposta, o Distrito Federal apresentou maior queda, de 1,70%, com o valor recuando de R$ 4,71 para R$ 4,63 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço médio também subiu 0,22%, de R$ 4,46 para R$ 4,47 o litro. O Estado manteve o menor preço individual encontrado em um posto: R$ 3,89 o litro. Já o maior valor registrado em uma bomba foi de R$ 6,83, no Rio Grande do Sul.
Mato Grosso do Sul perde vantagem competitiva
Mato Grosso do Sul, que era o único Estado onde ainda compensava abastecer com etanol, perdeu essa condição na última semana. Apesar de manter o menor preço médio estadual, de R$ 4,29 o litro, a relação com a gasolina deixou de ser favorável ao biocombustível.
No outro extremo, o Amapá segue com o maior preço médio do país, de R$ 5,83 o litro.
Executivos do setor ressaltam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade acima de 70%, dependendo do modelo do veículo, especialmente em carros flexíveis mais modernos e eficientes.

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