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Brasil lança primeira emissão de títulos em dólar de 2026.

O Brasil está acessando os mercados internacionais de dívida em 9 de fevereiro de 2026, oferecendo títulos denominados em dólar com vencimento em 2036 e 2056, segundo relatórios do mercado. As discussões iniciais de precificação indicam rendimentos de aproximadamente 6,7% para os títulos de 10 anos e 7,6% para os títulos de 30 anos. A venda marca a primeira emissão de títulos externos do ano pela maior economia da América Latina, enquanto busca manter acesso aos mercados globais de capital antes das eleições presidenciais de outubro.

Tesouro sinaliza emissões mais frequentes

A oferta ocorre na sequência do Plano Anual de Financiamento do Brasil divulgado no final de janeiro, que sinalizou que o governo espera “presença mais frequente no mercado, com emissões consistentes em dólar e abertura para outras moedas como o euro e o yuan”. O Tesouro projetou que a dívida pública federal deve atingir entre 9,7 trilhões e 10,3 trilhões de reais (US$ 1,86 trilhão a US$ 1,98 trilhão) até o final do ano, acima dos 8,635 trilhões de reais no fechamento de 2025.

Esta emissão segue o ano mais movimentado do Brasil em vendas de títulos externos desde 2010. O país realizou quatro ofertas de dívida internacional no ano passado, captando aproximadamente US$ 10,75 bilhões por meio de uma combinação de títulos convencionais e sustentáveis. A venda de novembro incluiu US$ 1,5 bilhão em títulos sustentáveis com vencimento em 2033 e uma complementação de US$ 750 milhões do benchmark de 10 anos, liderada pelo Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs.

Desafios de Ano Eleitoral

O Brasil enfrenta ventos contrários à medida que se aproxima das eleições gerais de outubro de 2026. O rendimento dos títulos públicos de 10 anos do país tem se mantido próximo a 13,6%, refletindo as preocupações dos investidores sobre disciplina fiscal e incerteza política. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% para controlar a inflação que tem consistentemente superado a meta de 3%.

O ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, atualmente economista-chefe do BTG Pactual SA, alertou que o próximo governo do Brasil precisa agir rapidamente para apresentar um plano fiscal crível que estabilize a dívida pública ou corre o risco de desestabilizar os mercados financeiros. O Goldman Sachs projetou que o Brasil precisará de um superávit primário superior a 2,5% do PIB para alterar a trajetória ascendente da dívida. Dados do Tesouro indicam que a dívida bruta como percentual do PIB pode subir para 84,2% até o final de 2028 antes de declinar.

Apesar dessas preocupações, o apetite dos investidores por dívida latino-americana permanece robusto. As emissões de títulos internacionais pela região atingiram US$ 161 bilhões nos primeiros nove meses de 2025, o maior nível anual registrado e 32% acima do total de 2024.

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