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PF abre inquérito contra Grupo Fictor por crimes financeiros.

A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (4) um inquérito para investigar o Grupo Fictor por suspeita de quatro crimes contra o sistema financeiro nacional. A medida foi tomada dois dias após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, declarando dívidas de cerca de R$ 4 bilhões.

A purificação investiga acusações de gestão fraudulenta, apropriação de indébito financeiro, emissão de títulos sem lastro equiparados a valor mobiliário e operação de instituição financeira sem autorização. O grupo já vinha sendo alvo de investigações preliminares da PF, que, diante do encontro de acusações de crime, decidiu formalizar o inquérito.

Conexão com o caso Banco Master

O inquérito está diretamente relacionado à tentativa frustrada do grupo de aquisição do Banco Master. Em 17 de novembro de 2025, um dia antes da liquidação extrajudicial da instituição de Daniel Vorcaro pelo Banco Central, a Fictor Holding Financeira anunciou uma compra do banco em consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos, com transporte previsto de R$ 3 bilhões.

O Banco Central classificou o anúncio da negociação como uma “cortina de fumaça” para tentar desviar o foco da crise do Mestre. Segundo a autoridade monetária, o Grupo Fictor não teria condições de fazer a aquisição, os nomes dos investidores árabes nunca foram divulgados e a proposta teria sido criada de última hora para postergar as ações das autoridades.

Segundo apurou o blog de Natuza Nery no G1, uma investigação busca responder como um conglomerado que queria comprar um banco em novembro de 2025 entrou em recuperação judicial menos de três meses depois.

Crise e rescisão com o Palmeiras

O Grupo Fictor afirma ter sido vítima de uma crise de liquidez provocada pelo envolvimento com o Mestre. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a concessão do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas”, declarou a companhia em nota.

Na segunda-feira (2), o Palmeiras rescindiu o contrato de patrocínio com a Fictor, alegando inadimplemento contratual e o pedido de recuperação judicial. O clube aparece como credor de R$ 2,6 milhões na lista de credores do grupo.

A nova investigação faz parte de um desdobramento da operação Compliance Zero, que já resultou na prisão de Vorcaro e na apuração de fraudes estimadas em R$ 12 bilhões no Banco Master.

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