Dólar cai para R$ 5,22 com recuperação de bolsas no exterior.

O dólar comercial fechou na sexta-feira (6) em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,22, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 0,45%, aos 182.950 pontos. O movimento foi impulsionado por fatores externos, especialmente a recuperação das bolsas americanas após uma semana de quedas no setor de tecnologia.
Com o retorno desta sexta-feira, o dólar acumulou queda de 0,65% na semana e baixa de 4,9% no ano. Ao longo do pregão, a moeda americana chegou a tocar no mínimo de R$ 5.205, mas prejudica o ritmo de queda com investidores aproveitando a cotação baixa para comprar a divisa.
Cenário externo favorecendo ações de risco
Sem grandes novidades no cenário doméstico, o mercado financeiro foi dominado por fatores externos. Nos últimos dias, ações de empresas de tecnologia foram desenvolvidas por receberem o estouro de uma bolha no setor de inteligência artificial. No entanto, parte da queda foi revertida nesta sexta-feira, com os papéis atraindo o interesse dos compradores após ficarem baratos.
“O real continua sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros do Brasil”, apontam analistas. A taxa Selic se manteve em patamar elevado de 15% pelo Banco Central seguindo atraindo investidores estrangeiros para ativos brasileiros.
Nos Estados Unidos, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan teve nível melhorado em fevereiro, com o índice subindo para 57,3, acima da expectativa de 55. Apesar da melhoria, o indicador permanece em patamar historicamente baixo.
Fazenda projeta crescimento de 2,3% e inflação em queda
No Brasil, o Ministério da Fazenda divulgou o Boletim Macrofiscal com projeções de crescimento de 2,3% para o PIB e inflação de 3,6% em 2026. A pasta projeta continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos ao longo do ano.
Segundo o boletim, a inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, refletindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária restritiva.

A temporada de balanços também permanece no foco dos investidores. Na bolsa, destaque para as ações do Itaú Unibanco, que avançaram após o banco reportar lucro de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025. Por outro lado, o setor financeiro abalado, com Bradesco e Banco do Brasil em queda após resultados e projeções cautelosas.
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