Receita nega que novo piso de professores eleve imposto.

A Receita Federal emitiu nota na noite de quinta-feira (22) para rebater informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as investigações ignoram as regras legais de apuração do Imposto de Renda e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais tributos após o aumento salarial.
O piso nacional dos professores foi reajustado de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026, um aumento de 5,4%, conforme medida provisória assinada pelo presidente Lula na quarta-feira (21). O novo valor ultrapassou a faixa de R$ 5 mil, o que gerou recebimento nas redes de que os docentes perderiam o benefício da isenção do IR.
Redução tributária beneficente docente
A Receita Federal esclareceu que a Lei nº 15.270/2025, sancionada em novembro do ano passado, ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais e o imposto devido sobre valores entre R$ 5 mil e R$ 7.350. De acordo com o órgão, a tributação considera a base tributável, e não apenas o salário bruto do trabalhador.
“Não proceda à afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita em comunicado.
Números demonstram queda no IR
O Fisco apresentou cálculos para demonstrar o impacto real das mudanças. Em 2025, com o piso de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de IR retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional pagará aproximadamente R$ 46,78 meses de imposto.
O efeito combinado do reajuste salarial e da redução do líquido do imposto garante ganho real no salário, ao mesmo tempo em que corrige distorções históricas na tributação sobre a renda dos profissionais da educação. A nova lei deverá beneficiar mais de 15 milhões de contribuintes, sendo que aproximadamente 10 milhões deixarão de pagar o tributo e outros 5 milhões terão redução no valor devido.

A Receita Federal reforçou que informações falsas geram desinformação e orientou a população a consultar fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos sobre tributos e políticas públicas.
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