Brasil liquida o Will Bank por insolvência ligada à fraude do Banco Master.

O Banco Central do Brasil liquidou a Will Financeira SA Crédito, Financiamento e Investimento na quarta-feira, citando uma situação financeira comprometida e insolvência ligada ao falido Banco Master SA. A medida marca mais um capítulo no que as autoridades chamaram de potencialmente a maior fraude bancária da história brasileira.
A fintech, conhecida como Will Bank, operava sob regime de administração especial temporária desde a liquidação do Banco Master em novembro de 2025. Os reguladores esperavam preservar suas operações, mas esses esforços entraram em colapso quando a Will Financeira deixou de cumprir obrigações de pagamento com seu arranjo da Mastercard em 19 de janeiro, provocando o bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, assinou a ordem de liquidação, e Eduardo Félix Bianchini foi nomeado como liquidante. A autarquia declarou o congelamento dos bens de controladores e ex-administradores enquanto as investigações continuam.
BRB Nomeia Nova Liderança
Separadamente, o Banco de Brasília SA, o banco estatal envolvido no caso Banco Master, anunciou a nomeação de Antonio José Barreto de Araújo Junior como diretor financeiro e Ana Paula Teixeira como diretora de riscos, ambas pendentes de aprovação do Banco Central. Os dois executivos trabalharam anteriormente no Banco do Brasil SA.
O ex-CEO do BRB, Paulo Henrique Costa, e o ex-CFO Dario Oswaldo Garcia Junior foram suspensos por ordem judicial em novembro como parte da investigação sobre suposta fraude envolvendo o Banco Master. Um juiz federal indicou haver provas substanciais de que executivos do BRB tinham conhecimento de seu envolvimento no esquema, que pode impor perdas ao banco estatal superiores a 10 bilhões de reais (US$ 1,87 bilhão).
Investigação Ampla Continua
As consequências do colapso do Banco Master continuam se expandindo. O Ministério Público Federal estima levar de quatro a seis meses para analisar as evidências coletadas de 101 indivíduos e empresas, além dos materiais apreendidos em 42 locais. Os tribunais congelaram aproximadamente 5,7 bilhões de reais (US$ 1,06 bilhão) em ativos pertencentes aos investigados por supostos crimes incluindo formação de quadrilha, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, está em prisão preventiva desde novembro, quando foi detido ao tentar embarcar em um voo internacional. Seus advogados afirmam que não há provas de atividade fraudulenta ligada a ele.

O fundo garantidor de depósitos começou a processar pedidos de reembolso em 19 de janeiro, com pagamentos potenciais próximos a 40,6 bilhões de reais para aproximadamente 800 mil investidores—o maior desembolso da história do fundo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o país pode estar enfrentando a maior fraude bancária de todos os tempos.
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