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Chinalco da China apoia negociações de fusão entre Rio Tinto e Glencore.

A Aluminum Corporation of China, uma das maiores acionistas da Rio Tinto, deve apoiar a potencial aquisição da Glencore pela gigante mineradora, um negócio que criaria a maior empresa de mineração do mundo e daria à companhia chinesa maior exposição ao cobre, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.​

A Chinalco, que detém uma participação de 14,55% nas ações da Rio Tinto listadas em Londres, já está em negociações com as autoridades chinesas sobre a transação, informou a Bloomberg na segunda-feira. Embora a aprovação final exija o consentimento de Pequim, a empresa estatal parece disposta a aceitar uma participação acionária reduzida na entidade ampliada, embora possa buscar compensação da Rio Tinto pela diluição.​

Obstáculos Regulatórios no Horizonte

A fusão proposta enfrenta obstáculos regulatórios consideráveis na China, onde as autoridades têm preocupações de longa data sobre segurança de recursos e concentração de mercado. Analistas esperam que os reguladores antitruste de Pequim examinem minuciosamente a produção de cobre, o marketing de minério de ferro e a influência da entidade combinada nos mercados globais.​

A venda de ativos parece provável para garantir a aprovação. Participações na África são vistas como candidatas particularmente prováveis, segundo Glyn Lawcock, analista da Barrenjoey em Sydney. “A China verá isso como uma oportunidade para extrair ativos”, ele observou.​

A Rio Tinto já estava explorando uma troca de ativos por participação acionária com a Chinalco envolvendo o projeto de minério de ferro Simandou na Guiné e a mina de cobre Oyu Tolgoi na Mongólia antes que as discussões com a Glencore se tornassem públicas.

Precedente do Acordo com a Xstrata

O precedente de 2013 tem grande peso. Quando a Glencore adquiriu a Xstrata por US$ 35 bilhões, os reguladores chineses obrigaram a empresa suíça a desinvestir sua participação na mina de cobre Las Bambas, no Peru — uma das maiores do mundo — para investidores chineses por quase US$ 6 bilhões. Um sócio de um escritório internacional de advocacia na China disse à Reuters que o acordo de Las Bambas “ainda é visto como uma resolução bem-sucedida e pode servir como um guia potencial para os reguladores.”​

Mark Kelly, CEO da consultoria MKI Global Partners, afirmou que o negócio seria “um acordo longo e complicado do ponto de vista de aprovação regulatória”, acrescentando que “a presença da Chinalco no registro de acionistas da Rio sempre complica ainda mais esse cenário.”​

Prazo se aproxima

De acordo com as regras do Painel de Aquisições do Reino Unido, a Rio Tinto tem até 5 de fevereiro para anunciar uma intenção firme de fazer uma oferta pela Glencore ou retirar-se. As duas mineradoras confirmaram no início deste mês que estavam em discussões preliminares sobre uma possível transação totalmente em ações, mas as negociações no final de 2024 fracassaram devido a divergências sobre o prêmio que a Rio Tinto estava disposta a pagar.​

Uma empresa combinada seria avaliada em aproximadamente US$ 260 bilhões e controlaria um amplo portfólio de minério de ferro, cobre e outros metais industriais em um momento em que o crescimento da oferta em diversos mercados está desacelerando.

#RioTinto #Glencore #Chinalco

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