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Prévia da inflação no Brasil surpreende e supera projeções em fevereiro.

A prévia da inflação oficial do Brasil acelerou com força em fevereiro. O IPCA-15 registrou alta de 0,84% no mês, saltando dos 0,20% de janeiro e superando com folga as projeções do mercado, que giraram em torno de 0,57%, segundo pesquisa da Reuters. O dado, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representou a maior surpresa de alta desde 2003, segundo o InfoMoney. No acumulado de 12 meses, porém, o índice desacelerou de 4,50% para 4,10%.

Educação e transportes dominam o resultado

Os grupos de Educação e Transportes responderam, juntos, por cerca de 80% de toda a inflação do mês. O grupo Educação liderou as altas com variação de 5,20%, impulsionado por reajustes típicos de início de ano letivo nas mensalidades escolares. Os cursos regulares subiram 6,18%, com destaque para o ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

Na sequência, Transportes avançou 1,72%, com impacto de 0,35 ponto percentual no índice geral. As passagens aéreas dispararam 11,64% na comparação com janeiro, figurando como um dos principais fatores de desvio em relação às expectativas. Os combustíveis também subiram 1,38%, puxados pelo etanol (2,51%) e pela gasolina (1,30%). Reajustes tarifários de ônibus urbano (7,52%) e metrô (2,22%) em diversas capitais também pesaram.

Perspectivas para juros e inflação

Apesar da surpresa, os economistas avaliaram que o resultado não alterou a trajetória esperada de corte de juros pelo Banco Central. A taxa Selic está atualmente em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas. Analistas do Banco Daycoval mantiveram projeção de inflação de 3,8% para o final de 2026, mesmo com o resultado acima do esperado, e seguem prevendo início de cortes em março, com redução inicial de 0,25 ponto percentual.

O economista Maykon Douglas, citado pelo G1, afirmou que “quando observamos os dados mais recentes sem considerar variações típicas do período, vemos que a inflação continua desacelerando”. A XP Macro e o Bradesco também projetam IPCA de 3,8% ao final do ano, avaliando que a surpresa ficou com equipamentos em itens voláteis e sazonais.

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