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Participação da China nos Títulos do Tesouro dos EUA atinge mínima de 24 anos em 7,3%.

A participação da China nos títulos do Tesouro dos EUA em mãos estrangeiras caiu para 7,3%, o nível mais baixo em mais de duas décadas, segundo dados divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA em janeiro. Pequim agora detém aproximadamente US$ 683 bilhões em dívida do governo americano, uma queda em relação ao pico de mais de US$ 1,3 trilhão em novembro de 2013.

A redução representa uma mudança dramática em relação a junho de 2011, quando a China detinha 28,8% de todas as participações estrangeiras em Treasuries, sendo de longe o maior credor estrangeiro dos Estados Unidos. Hoje, o Japão retomou essa posição com aproximadamente US$ 1,2 trilhão em títulos, seguido pelo Reino Unido.

Acelerando a Diversificação

A redução gradual ocorre enquanto Pequim acelera os esforços para reduzir sua exposição a ativos denominados em dólar. Reguladores chineses aconselharam recentemente os maiores bancos do país a restringir suas participações em Treasuries, citando risco de concentração e volatilidade do mercado, de acordo com a Bloomberg News. A Reuters reportou que a orientação, transmitida verbalmente nas últimas semanas, instruiu os bancos com alta exposição a reduzir suas posições, embora a diretriz não se aplique às participações estatais da China.

O alerta foi apresentado como uma medida de diversificação de risco de mercado, e não como um sinal geopolítico, de acordo com os relatos. A orientação antecedeu uma ligação telefônica entre o presidente Xi Jinping e o presidente Donald Trump na semana passada.

​A corrida do ouro continua

Enquanto Pequim reduz sua exposição aos títulos do Tesouro americano, tem simultaneamente expandido suas reservas de ouro. O Banco Popular da China comprou ouro pelo 15º mês consecutivo em janeiro de 2026, adicionando 40.000 onças para elevar suas reservas totais a 74,19 milhões de onças, segundo dados da Administração Estatal de Câmbio. O valor das reservas de ouro da China disparou para US$ 369,6 bilhões, refletindo tanto o acúmulo contínuo quanto a alta dos preços do metal.

Wang Qing, analista macroeconômico-chefe da Orient Golden Credit Rating, disse ao China Daily que o acúmulo medido em meio a preços recordes do ouro sinaliza um esforço para melhorar a composição das reservas oficiais da China. Ao final de 2025, o ouro representava cerca de 9,7% das reservas da China, ainda abaixo da média global de aproximadamente 15%.

Impacto no Mercado Permanece Moderado

Apesar da mudança, os mercados de títulos permaneceram relativamente estáveis. As participações estrangeiras totais em títulos do Tesouro dos EUA atingiram um recorde de US$ 9,36 trilhões em novembro de 2025, já que outras nações, incluindo Noruega, Arábia Saudita e Canadá, expandiram suas posições. O Departamento do Tesouro registrou entradas líquidas oficiais estrangeiras de US$ 44,9 bilhões em novembro.

Analistas sugerem que a redução reflete um rebalanceamento gradual de portfólio, em vez de uma ruptura abrupta do mercado. No entanto, a tendência ressalta o impulso estratégico de Pequim em direção a uma maior diversificação de suas reservas internacionais em meio a tensões comerciais persistentes e preocupações sobre potencial exposição a sanções financeiras dos EUA.

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