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Nubank se filia à Febraban após período de disputas públicas.

O Nubank passou a integrar oficialmente o quadro de associados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta segunda-feira, 16 de março, encerrando um ciclo de disputas públicas entre a maior fintech do país e a entidade que representa os grandes bancos tradicionais. A filiação foi aprovada por unanimidade na primeira reunião ordinária de 2026 do Conselho Diretor da federação, a partir de recomendação favorável de Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco e conselheiro da entidade.

Em nota conjunta, o CEO da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que “a iniciativa do Nubank é muito bem-vinda, pois demonstra seu interesse em participar ativamente dos espaços de diálogo e de articulação institucional da indústria”. Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, destacou que “ao trazer nosso histórico de inovação, inclusão financeira e foco nos clientes também para este fórum, reforçamos nossa contribuição para o fortalecimento do sistema financeiro”.

Maluhy na presidência do conselho

A entrada do Nubank coincide com uma mudança de comando na Febraban. Segundo a CNN Brasil, Maluhy Filho deve apresentar chapa única para a presidência do Conselho Diretor na gestão 2026–2029, substituindo Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, que encerra mandato de três anos. Uma assembleia será convocada para 9 de abril, quando serão eleitos os conselheiros e definidas as instituições que comporão as instâncias de governança no novo triênio. A informação sobre a indicação de Maluhy já havia sido antecipada pelo Broadcast na semana anterior.

De rival a associada

A decisão marca uma guinada na relação entre a fintech e a federação. No final de 2025, Nubank e Febraban protagonizaram uma intensa troca de farpas pública. David Vélez, fundador do Nubank, destacou em redes sociais que a empresa havia incluído 28 milhões de pessoas no sistema financeiro e era o maior pagador de imposto de renda do setor. A Febraban rebateu, afirmando que o Nubank praticava taxas de juros de 110,9% ao ano no crédito pessoal — contra 50,5% dos grandes bancos — e que a inadimplência da fintech era de três a sete vezes superior.

A filiação está alinhada ao plano do Nubank de obter uma licença bancária no Brasil, anunciado em dezembro de 2025. Com 113 milhões de clientes no país e receita de US$ 16,3 bilhões em 2025, a empresa se apresenta como a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes. A fintech seguirá participando de outras entidades setoriais, como a Zetta, a ABBC e a ANBIMA.

#nubank #febraban

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