Finanças

Finanças

Dólar recua para R$ 5,23 e Ibovespa sobe com alívio externo.

O dólar fechou em forte queda nesta segunda-feira (16), cotado a R$ 5,23, enquanto o Ibovespa avançou 1,25%, aos 179.875 pontos, em um pregão marcado por alívio parcial nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e ajustes de posições antes de decisões de bancos centrais nesta semana. A moeda norte-americana recuou 1,62% após dois pregões consecutivos de alta, quando havia superado R$ 5,31, o maior nível desde janeiro.

O movimento refletiu uma melhora na percepção de risco global, puxada pela queda nos preços do petróleo e por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizando disposição para diálogo com o Irã. Trump afirmou que o acesso ao Estreito de Ormuz poderá ser restabelecido em breve e que há interlocutores iranianos dispostos a negociar, segundo a Agência Brasil. O contrato do petróleo Brent para maio recuou 2,84% na sessão, embora o barril permaneça acima dos US$ 100.

​Tesouro intervém e mercado recalibra apostas para o Copom

Diante do forte estresse nos juros futuros na semana anterior, o Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e indexados à inflação previstos para os dias 17 e 19 de março e realizou duas intervenções no mercado secundário, recomprando cerca de R$ 12,1 bilhões em papéis. A medida buscou “oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento”, segundo comunicado oficial.

A pesquisa Focus divulgada nesta segunda confirmou que analistas passaram a projetar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Copom desta quarta-feira (18), e não mais de 0,50 ponto, como era esperado há semanas, segundo a CNN Brasil. A Selic está atualmente em 15% ao ano. “O mercado vira aposta para o Copom e passa a ver corte menor da Selic”, já havia sinalizado o InfoMoney na sexta-feira.

Guerra no Irã segue como pano de fundo

O conflito no Oriente Médio continua ditando o humor dos mercados globais. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, responsável por mais de 20% do transporte global de petróleo, impulsionou o barril do Brent de cerca de US$ 60 antes da guerra para acima de US$ 100, uma alta de mais de 40% no mês. Na semana passada, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior da história, para compensar a redução no fornecimento.

“A gente vê uma desvalorização do dólar diante de um cenário de um pouco mais de apetite por risco e isso favorece moedas emergentes”, disse Lucca Bezzon, analista da StoneX, à Folha de S.Paulo. No exterior, o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq também fecharam em alta, de 1,02%, 0,83% e 1,22%, respectivamente. Investidores agora aguardam as decisões do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil na quarta-feira, além dos bancos centrais do Japão e do Reino Unido ao longo da semana.

#dólar #copom #ibovespa

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *