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Haddad descartou risco sistêmico na crise do Banco Master.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (27) que a crise do Banco Master não representa risco sistêmico para a economia brasileira, embora tenha classificado o episódio como “uma pancada como nunca se viu na história do sistema financeiro brasileiro”. Em entrevista ao Flow Podcast, o ministro explicou que o impacto está concentrado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), cancelando as instituições financeiras para cobrir eventuais quebras no sistema.

“Não tem risco sistêmico porque está concentrado no fundo garantidor de crédito. Machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer. Está pegando aí de 30 a 50% do volume do fundo, mas está restrito a isso”, disse Haddad.

A maior fraude bancária da história

Apesar de descartar o risco sistêmico, Haddad voltou a classificar o caso do Banco Master como “a maior fraude bancária da história do Brasil” e garantiu que o governo federal está “100% alinhado em levar as investigações até o fim e dentro da lei”. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025, após identificar uma crise de liquidez e graves visíveis às normas do sistema financeiro. O fundador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso ao tentar fugir do país.

De acordo com a Polícia Federal, os recursos desviados podem chegar a R$ 12 bilhões, e pelo menos 1,6 milhão de pessoas foram afetadas. O escândalo se desdobrou em janeiro de 2026 com a liquidação do Will Bank, participação do Master, após a Mastercard suspender a liberação de seus cartões por inadimplência.

Revisão de normas e responsabilização

Haddad destacou que o Banco Central já iniciou uma revisão das normas de segurança do sistema financeiro. “As brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação não podem existir mais. Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central”, afirmou o ministro. Segundo ele, Vorcaro explorou um “vácuo regulatório” para emitir volumes descontrolados de CDBs com rendimentos acima da média do mercado.

O ministro também relatou que o presidente Lula se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e garantiu que não teria “perseguição nem favorecimento” no tratamento do caso, deixando uma decisão em mãos da autarquia. O caso já envolve investigações sobre conexões com fundos de pensões estaduais, políticos, ministros do Supremo e até organizações criminosas, configurando, segundo analistas, o maior escândalo de corrupção no Brasil desde a Operação Lava Jato.

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