Marinha dos EUA declara zona de alerta marítimo após ataques ao Irã.

A indústria naval global se mobilizou para emitir avisos de segurança no sábado após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques coordenados ao Irã em uma operação que o Pentágono apelidou de “Operação Fúria Épica”, atingindo instalações militares em todo o país e causando ondas de choque em um dos corredores marítimos mais vitais do mundo.
Governos e Indústria Soam o Alarme
O ministério da navegação da Grécia aconselhou todas as embarcações com bandeira grega a exercer “máxima vigilância” e evitar o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o Estreito de Hormuz, alertando que “a situação em desenvolvimento afeta a segurança da navegação” em toda a região, segundo a Reuters. A orientação instou as companhias de navegação a implementar o mais alto nível de medidas de segurança nessas vias marítimas e nos portos israelenses até novo aviso, alertando as embarcações para permanecerem atentas a ataques de mísseis ou drones, ataques a instalações portuárias, assédio e interferência eletrônica que poderia interromper os sistemas de navegação.
O ministério acrescentou que não poderia descartar que a crise se espalhasse para o Mar Vermelho e o Golfo de Áden devido aos laços do Irã com militantes Houthis. A associação de proprietários de navios-tanque Intertanko emitiu um alerta paralelo de que “a expectativa é que os Houthis possam responder e retomar os ataques à navegação”, segundo o Lloyd’s List.
Navegação Comercial Enfrenta Custos Crescentes e Opções Cada Vez Mais Limitadas
Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO, a principal associação internacional de navegação, alertou que os ataques “aumentam drasticamente o risco de segurança para navios operando no Golfo Pérsico e águas adjacentes”. Ele disse que embarcações com conexões comerciais com interesses dos EUA ou de Israel enfrentam a maior ameaça de serem alvos, embora outros navios também possam ser atingidos “deliberadamente ou por engano”.
A BIMCO aconselhou os navios já na região a buscar refúgio nas águas territoriais de estados neutros como os Emirados Árabes Unidos ou Catar, enquanto embarcações a caminho da zona de conflito deveriam permanecer afastadas até que as condições se estabilizem. A Marinha dos EUA declarou uma ampla zona de alerta marítimo cobrindo o Golfo Pérsico, Golfo de Omã, Mar Arábico Norte e o Estreito de Hormuz, alertando que não pode garantir a segurança de embarcações mercantes e advertindo sobre interferência e falsificação de sinais de GPS.

Crise de Seguros no Horizonte
As consequências financeiras podem se revelar tão disruptivas quanto a ameaça à segurança. A BIMCO alertou que as tarifas de seguro marítimo devem aumentar “muitas vezes”, e que embarcações com vínculos comerciais com os EUA ou Israel que se aproximem da área “provavelmente não conseguirão obter seguro”. O Estreito de Ormuz, com apenas 21 milhas de largura em seu ponto mais estreito, é responsável por aproximadamente 20% do fornecimento global de petróleo e uma grande parcela das exportações de gás natural liquefeito. Ao contrário do Mar Vermelho, onde os navios podem traçar rotas alternativas pelo Cabo da Boa Esperança, Larsen já observou anteriormente que “não há rota alternativa ao Estreito de Ormuz”, tornando qualquer interrupção prolongada uma crise sem desvio marítimo possível.
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