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Senador brasileiro pede investigação local sobre prejuízos do BRB com Banco Master.

O senador Izalci Lucas pediu na segunda-feira a criação de uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar bilhões em prejuízos do Banco de Brasília (BRB) relacionados às suas operações com o agora liquidado Banco Master, adicionando uma nova camada de pressão política ao que se tornou o maior escândalo de fraude bancária da história do país.

Um Apelo por Responsabilização Local

Em pronunciamento no dia 23 de fevereiro, o senador do partido PL criticou a rapidez com que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou as transações do BRB com o Banco Master, chamando os investimentos de “podres” e acusando os parlamentares locais de aprovarem os acordos sem análise criteriosa. “Durante a compra do Banco Master pelo BRB, o governador conseguiu aprovar isso em 10 minutos. Deram um cheque em branco e fizeram todos esses investimentos podres”, disse Izalci, segundo a agência de notícias do Senado Federal.

A CPI proposta na CLDF complementaria uma investigação mais ampla já em andamento no nível nacional. Em 3 de fevereiro, parlamentares da oposição protocolaram formalmente um pedido no Congresso Nacional para uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) sobre o caso Banco Master, com apoio de 42 senadores e 238 deputados federais — bem acima do número necessário. Esse pedido ainda aguarda leitura em sessão conjunta do Congresso para ser formalmente instalado.

Um Escândalo de Proporções Históricas

A crise remonta à aquisição pelo BRB de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, sendo que muitas delas, segundo alegam os investigadores, eram fraudulentas ou vinculadas a ativos inexistentes. Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil liquidou o Banco Master e a Polícia Federal prendeu seu acionista controlador, Daniel Vorcaro, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando ele supostamente tentava deixar o país. Vorcaro foi posteriormente liberado sob monitoramento eletrônico.

Ailton Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central, testemunhou à Polícia Federal no final de dezembro que as perdas do BRB decorrentes de sua exposição ao Master provavelmente excederiam R$ 5 bilhões — quase o dobro da provisão inicial de R$ 2,6 bilhões que o Banco Central havia exigido, segundo a Reuters. O governo do Distrito Federal, que controla o BRB, enviou um projeto de lei à CLDF em 20 de fevereiro autorizando o uso de 12 imóveis públicos como garantia para recapitalizar o banco, enquanto a Caixa Econômica Federal iniciou negociações para adquirir algumas das carteiras de crédito do BRB.

A Pressão Política Aumenta

Izalci tem sido um dos críticos mais contundentes da gestão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, no caso, tendo anteriormente exigido que Rocha fosse convocado para explicar como o governo permitiu um investimento superior a R$ 12 bilhões “sem qualquer prova ou garantia de retorno”. O senador também levantou questões sobre as conexões entre Rocha, figuras do Banco Master e membros do Supremo Tribunal Federal.

A CLDF enfrenta seu próprio acerto de contas. Seu presidente, Wellington Luiz, reconheceu a urgência do projeto de capitalização e agendou uma reunião com os deputados para 24 de fevereiro para definir a data da votação, declarando a repórteres: “Temos um problema e precisamos resolvê-lo”. Enquanto isso, o Banco Central estabeleceu um prazo vinculado ao balanço patrimonial de 2025 do BRB, que deve ser finalizado até o final de março, colocando o tempo contra a resolução da insuficiência de capital do banco.

#brb #bancomaster #CLDF

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