Finanças

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Ibovespa do Brasil atinge recorde com entrada de capital estrangeiro na América Latina.

Investidores globais estão despejando recursos em ações latino-americanas num ritmo não visto há uma década, empurrando os mercados da região para máximas de vários anos, à medida que o enfraquecimento do dólar americano, a alta dos preços de commodities e iminentes cortes nas taxas de juros atraem capital para longe dos Estados Unidos.

O MSCI EM Latin America Index, que rendeu quase 56% em 2025, continua sua ascensão em 2026. Os mercados de ações no Brasil, Colômbia e México registraram aumentos expressivos nas compras estrangeiras, segundo a Bloomberg, que noticiou na sexta-feira que a capital global está alimentando “um início histórico” para a região. Os fundos de ações da América Latina atraíram mais de US$ 960 milhões em uma única semana no final de janeiro — o maior ritmo semanal em quase 15 anos, de acordo com o JP Morgan. A Barron’s reportou que os investidores despejaram o dobro em mercados emergentes em janeiro do que em todo o ano de 2025.

Brasil no Centro do Boom

O Ibovespa brasileiro tem sido o principal motor do rali. O índice de referência fechou acima de 190.000 pela primeira vez em 20 de fevereiro, registrando seu 12º fechamento recorde de 2026 com um ganho acumulado no ano de mais de 18%. As entradas de capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro ultrapassaram 34 bilhões de reais no acumulado deste ano, de acordo com dados da Bloomberg relatados por diversos veículos, já superando os cerca de 26,87 bilhões de reais registrados em todo o ano de 2025.

O ETF iShares MSCI Brazil, conhecido pelo ticker EWZ, disparou aproximadamente 17% em janeiro — seu melhor desempenho mensal desde 2020 — e ficou em alta de cerca de 20% no acumulado do ano até meados de fevereiro. O rali no Brasil foi impulsionado por uma combinação de fatores: a desvalorização do dólar americano, preços fortes de commodities beneficiando gigantes como Vale e Petrobras, e expectativas crescentes de que o Banco Central do Brasil receba a redução da taxa Selic de referência dos atuais 15% já em março, segundo pesquisa da Reuters com economistas.

Quase US$ 1,5 bilhão fluiu para ETFs de ações latino-americanas apenas em janeiro de 2026, o que significa que os fluxos financeiros para ações latino-americanas no último ano agora excedem os compromissos dos cinco anos anteriores, de acordo com a gestora de ativos Redwheel.

​A Aposta Certeira de Druckenmiller no Brasil

O investidor bilionário Stanley Druckenmiller parece ter cronometrado a alta com precisão. Documentos regulatórios divulgados em 17 de fevereiro revelaram que seu Duquesne Family Office roubou aproximadamente 3,5 milhões de ações do EWZ durante o quarto trimestre de 2025, avaliados em mais de US$ 112 milhões, tornando-o uma das 10 principais posições da carteira. Druckenmiller também acumulou opções de compra sobre o mesmo ETF, ampliando sua aposta no potencial de alto brasileiro. Para financiar a posição, ele liquidou participações na Meta Platforms e Arm Holdings, ao mesmo tempo em que cerrou sua posição no neobanco brasileiro Nu Holdings.

“O timing parece impecável”, relatou Benzinga, já que o EWZ havia disparado aproximadamente 20% no acumulado do ano até meados de fevereiro. Os estrategistas afirmam que a mudança mais ampla reflete os investidores de fundos globais encerrando sua postura de subponderação de longos dados em relação à América Latina e buscando diversificar para longe da exposição de experimentos no mercado americano.

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