Brasil levanta US$ 4,5 bi na primeira emissão de títulos externos de 2026.

A maior economia da América Latina retornou aos mercados internacionais de títulos na segunda-feira com uma oferta de US$ 4,5 bilhões, marcando sua primeira emissão de dívida externa de 2026 após um ano recorde de vendas de títulos soberanos em dólar.
A operação inclui novos títulos em dólar com vencimento em 2036 e uma expansão de notas existentes com vencimento em 2056, de acordo com a Bloomberg. As propostas iniciais de precificação indicaram rendimentos de aproximadamente 6,7% para os títulos de 2036 e 7,6% para as notas de 2056.
Estrutura da Operação e Bancos
HSBC, JPMorgan, Santander e SMBC Nikko estão coordenando a venda de títulos, cuja precificação estava prevista para segunda-feira.
Os títulos de 2056 têm cupom de 7,250% ao ano e representam uma emissão adicional que formará uma série única com os títulos de 2056 existentes no Brasil no valor de US$ 2,5 bilhões emitidos em 11 de setembro de 2025. Esses títulos originais foram precificados com rendimento de aproximadamente 7,5% na emissão.
Ano record em contexto
A oferta de segunda-feira segue os US$ 11 bilhões em emissões de títulos internacionais do Brasil durante 2025, que representam a maior atividade anual de títulos no mercado externo do país desde pelo menos 2000, com base em dados do Tesouro.
Essa atividade incluiu uma venda de US$ 2,5 bilhões em títulos de 10 anos em fevereiro de 2025, uma oferta de US$ 2,75 bilhões em junho, uma operação de dupla série de US$ 1,75 bilhões em setembro que lançou os títulos originais com vencimento em 2056, e uma emissão de títulos sustentáveis de US$ 1,5 bilhões em novembro.
O Morgan Stanley projetou em agosto que os emissores brasileiros venderiam um recorde de US$ 30 bilhões em títulos globais durante 2025, observando que os mercados internacionais de dívida permaneceriam receptivos apesar das incertezas geopolíticas.

O acesso contínuo aos mercados internacionais ocorre enquanto o Brasil enfrenta desafios fiscais. A dívida pública bruta atingiu 78,1% do PIB pela metodologia do Banco Central, com projeções apontando para 98% até 2030. O Tesouro Nacional estima que a dívida bruta como proporção do PIB aumentou quase 12 pontos percentuais durante o mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que termina este ano.
O Banco Central manteve sua taxa Selic em 15%, uma máxima de quase 20 anos, para controlar a inflação, embora as autoridades tenham indicado sua intenção de começar a reduzir as taxas.
#tesouronacional #bc #títulosexternos #dólar





