Ibovespa bate 10º recorde em 2026 e dólar cai ao menor nível em 21 meses.

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de euforia nesta segunda-feira (9). O dólar comercial subiu para R$ 5,188, com queda de 0,62%, atingindo o menor patamar desde 28 de maio de 2024 — quando a moeda estava em R$ 5,15. Ao mesmo tempo, o Ibovespa fechou aos 186.241 pontos, alta de 1,80%, marcando o décimo recorde nominal do índice em 2026.
A combinação de entrada massiva de capital estrangeiro, temporada de balanços com resultados sólidos e um movimento global de rotações de portfólios em direção a mercados emergentes impulsionou os ativos brasileiros. No acumulado do ano, o dólar já recua 5,47% frente ao real, enquanto a bolsa acumula valorização de 15,69%.
Fluxo estrangeiro liderado pelo rali
A força do mercado brasileiro em 2026 está diretamente ligada ao apetite do investidor internacional. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, apenas em janeiro o saldo líquido de recursos estrangeiros na B3 foi de R$ 26,31 bilhões — superando todo o fluxo acumulado em 2025, que somou R$ 25,47 bilhões. É o maior volume mensal da série histórica iniciada em 2022.
“O mês de janeiro de 2026 marca uma inflexão relevante para o mercado brasileiro. Essa combinação de fluxo externo e liquidez reforça a percepção de que o Brasil voltou de forma mais consistente ao radar do investidor global”, afirmou Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, à CNN Brasil.
As ações de maior peso geraram os ganhos: Vale subiu 1,96%, Itaú Unibanco avançou 3,34%, Bradesco subiu 1,46% e Petrobras fechou com alta de 2,03% nas ordinárias e 1,83% nas preferenciais.
Cenário externo
A queda do dólar não se restringe ao Brasil. A moeda americana cedeu também frente ao rand sul-africano, peso mexicano e peso chileno. Segundo análise da ASA Investimentos, os mercados emergentes registraram entradas líquidas recordes de cerca de US$ 39 bilhões em janeiro de 2026, impulsionados por um dólar mais fraco globalmente e valuations considerados atrativos.
A rotação global de portfólio favorece países com forte exposição a commodities e alta liquidez. Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 poderá manter o ritmo de fluxos positivos para as ações brasileiras, à medida que os investidores busquem diversificação fora dos Estados Unidos.

Temporada de balanços no radar
O otimismo do mercado também é sustentado pela temporada de resultados do quarto trimestre de 2025, que começou em 4 de fevereiro com resultados sólidos do setor financeiro. Nesta semana, ainda são aguardados os números de BTG Pactual, Suzano, TIM, Banco do Brasil e Ambev.
Para a equipe da Ágora Investimentos, o cenário externo pode trazer volatilidade adicional, mas a tendência favorável aos emergentes tende a persistir nos próximos meses.
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