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Confiança do comércio brasileiro atinge maior nível em 18 meses.

Empresários do setor varejista brasileiro iniciam 2026 mais otimistas, de acordo com os principais indicadores de confiança divulgados nesta semana. O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou 3,0 pontos em janeiro, atingindo 91,3 pontos – maior patamar em 18 meses. Já o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cresceu 0,9% na comparação mensal, chegando a 103 pontos, maior nível desde julho de 2025.

Os resultados mostram uma terceira alta consecutiva em ambos os indicadores, embora o cenário persista devido à taxa Selic em 15% ao ano e ao elevado endividamento das famílias.

Expectativas impulsionam alta

O avanço da medida de confiança pela FGV foi impulsionado principalmente pelas perspectivas de vendas para os próximos meses. O Índice de Expectativas do comércio saltou 4,6 pontos, para 93,7 pontos, quinta elevação consecutiva. As projeções de vendas para os próximos três meses dispararam 9,3 pontos, alcançando o maior patamar desde fevereiro de 2020.

“A confiança do comércio levantada em janeiro, porém, ainda reforçada principalmente nas expectativas”, avaliou Geórgia Veloso, economista do FGV IBRE. Segundo ela, o varejo enfrentou um cenário matinal em 2025, marcado por juros elevados, quadro que se mantém no início de 2026 sem expectativa de rompimento de juros no curto prazo.

No indicador da CNC, o componente de avaliação das disposições atuais subiu 1,9% na margem mensal, enquanto os interesses de investimentos avançaram 0,9%. A intenção de contratação de funcionários cresceu 1,8% em janeiro.

Juros altos pesam, mas mercado de trabalho sustenta confiança

Apesar do otimismo, a comparação anual revela um cenário de cautela. O Icec da CNC registrou queda de 6,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025, pressionado pela percepção negativa sobre as condições atuais da economia. O segmento de bens resistentes foi o mais afetado, com recuo de 7,6% na percepção atual.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, destacou os desafios para o setor: “O cenário de pleno emprego e a inflação menor do que o esperado são dois bons sinais da economia. No entanto, para que a população tenha poder de compra de bens resolvidos, ela precisa de acesso saudável ao crédito”.

Os empresários aguardam uma possível redução da taxa básica de juros a partir do segundo trimestre, o que poderia destravar investimentos. O mercado de trabalho, com taxa de desemprego em 5,1% – menor da série histórica iniciada em 2012 – segue sustentando a renda das famílias e a confiança dos varejistas.

#fgv #ICOM #Icec #cnc

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