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Banco Central do Brasil mantém taxa em 15% com inflação no teto da meta.

O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% na quarta-feira, marcando a quinta reunião consecutiva sem alteração, enquanto os formuladores de política monetária lidam com a inflação no limite superior da faixa da meta em meio à desaceleração do crescimento econômico.

A decisão do Comitê de Política Monetária, conhecido como Copom, liderado pelo presidente do Banco Central Gabriel Galipolo, foi amplamente antecipada pelos mercados. Quase todos os economistas em uma pesquisa da Bloomberg esperavam a manutenção, com apenas dois prevendo um corte de um quarto de ponto percentual.

Inflação Atinge o Teto da Meta

A decisão sobre a taxa de juros ocorre um dia após dados mostrarem que a prévia da inflação IPCA-15 do Brasil subiu para 4,50% em base anual em janeiro, atingindo exatamente o limite superior da meta oficial do banco central de 3% com banda de tolerância de 1,5 ponto percentual. Na base mensal, os preços ao consumidor aumentaram 0,20% em janeiro, recuando ligeiramente em relação aos 0,25% de dezembro.

Os custos de alimentação e saúde impulsionaram as pressões de janeiro. A categoria de alimentos e bebidas, o grupo com maior peso no índice, acelerou para um aumento de 0,31% ante 0,13% em dezembro, com os preços do tomate disparando 16,28% e da batata subindo 12,74%. Saúde e cuidados pessoais também contribuíram, com produtos de higiene pessoal avançando 1,38%.

William Jackson, economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics, afirmou que a recente alta da inflação provavelmente eliminou as “expectativas remanescentes” de um corte imediato na taxa de juros na reunião desta semana.

​Flexibilização Esperada para Março

Apesar de manter as taxas estáveis, a atenção se voltou para quando o banco central começará a flexibilizar. A mais recente pesquisa Focus do banco central mostra que economistas esperam a primeira redução da taxa Selic de 50 pontos-base para março, com projeções sugerindo que a taxa de referência pode cair para 12,25% até o final de 2026.

As ações de bancos brasileiros subiram antes da decisão, com ações do Banco Bradesco subindo aproximadamente 4,5% nas negociações em Nova York na terça-feira, enquanto o Itaú Unibanco avançou cerca de 4,7%.

A taxa atual permanece em seu nível mais alto desde julho de 2006, quando estava em 15,25%. Os formuladores de política monetária aumentaram a taxa em 450 pontos-base desde setembro de 2024 para combater a inflação antes de pausar em meados de 2025.

A previsão é que o crescimento do PIB do Brasil desacelere para cerca de 1,7% a 2% em 2026, abaixo dos aproximadamente 2,2% em 2025, à medida que os efeitos da política monetária restritiva pesam sobre a atividade econômica. O banco central manteve que a postura restritiva é necessária para garantir que a inflação convirja em direção à meta de 3%, que os formuladores de política projetam alcançar por volta do início de 2027.

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