SP assina contrato de R$ 6,8 bi para túnel entre Santos e Guarujá.

O Governo de São Paulo formalizou nesta quarta-feira (28) a assinatura do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do Túnel Santos-Guarujá, que promete ser o primeiro túnel imerso no Brasil. O acordo firmado no Palácio dos Bandeirantes com o grupo português Mota-Engil prevê investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões e conclusão das obras até 2031.
A ligação seca entre as duas cidades da Baixada Santista é uma demanda centenária da região. Com o túnel, o tempo de travessia cairá para aproximadamente cinco minutos. Hoje, a conexão pode levar até uma hora pela rodovia de 40 milhas ou cerca de 30 minutos pelas balsas.
Detalhes do projeto
O túnel terá 870 metros de extensão sob o canal portuário, com três faixas por sentido, passagem para pedestres e ciclistas, além de galeria de serviços. O contrato tem prazo de 30 anos e inclui as etapas de construção, operação e manutenção da infraestrutura.
O transporte público será de R$ 5,1 bilhões, divididos igualmente entre o Governo de São Paulo e a União — R$ 2,7 bilhões de cada ente. A construção deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 2 milhões de pessoas na região.
“A ligação seca entre Santos e Guarujá é um sonho há cem anos e que finalmente está saindo do papel. Era mais um projeto desacreditado e que parecia impossível, mas nossa gestão teve a coragem para transformar em realidade”, declarou o governador Tarcísio de Freitas.
A Mota-Engil venceu o leilão realizado na B3 em setembro de 2025, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual de R$ 438,3 milhões. A empresa havia solicitado prorrogação do prazo para assinatura, que foi aceita pelo governo estadual.
Com o contrato formalizado, o projeto avança para as etapas preparatórias, incluindo a definição da área prevista na doca de fabricação dos módulos de concreto. A produção está prevista para início em 2027, com montagem da estrutura imersa até 2030 e entrega final em 2031.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já emitiu a licença ambiental prévia, atestando as metas do empreendimento. Uma análise recente sobre impactos sobre manguezais, fauna, flora e desapropriações.

“A assinatura do contrato representa um passo decisivo para transformar esse projeto em realidade, com ganhos diretos para a mobilidade, a logística e a qualidade de vida da população”, afirmou Rafael Benini, secretário estadual de Parcerias em Investimentos.
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