Últimas

Últimas

Fraude de R$ 47 bi no Master expõe falhas de KPMG e PwC.

O Banco Central revelou que parte dos ativos declarados pelo Banco Master simplesmente não existia. Créditos inventados, papéis fabricados e valores imaginários sustentaram balanços aprovados sem ressalvas por quatro das maiores auditorias do mundo: KPMG, PwC, EY e Crowe. A liquidação do banco, decretada em novembro de 2025, transformou-se na maior fraude financeira da história do Brasil, com estimativa de ressarcimento de R$ 47 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O papel das auditórios

Até dezembro de 2024, a KPMG auditou o Banco Master e emitiu parecer sem ressalvas, concluindo que as projeções financeiras “apresentam melhorar a posição patrimonial e financeira” da instituição. O documento listou R$ 19,5 bilhões em cotas de fundos como “Principais Assuntos de Auditoria”, alertando para ativos “não negociados ativos” e com “incerteza de precificação”.

Em 2025, a PwC assumiu a auditoria. Questionada sobre o trabalho, a empresa alegou confidencialidade e sigilo profissional para não comentar. Após a publicação de reportagem do Poder360, a PwC informou que não teve relação com o balanço do Banco Master em 2025, apenas com a Reag.

A diferença entre “incerteza de preço” e inexistência do ativo é fundamental: não havia ativo a precificar. O Banco Central selecionou 30 CPFs aleatórios da carteira de crédito consignado da Tirreno — consultoria que fabricou R$ 6,7 bilhões em empréstimos fictícios — e nenhum dos tomadores recebeu qualquer valor.

Reag e os créditos de carbono

O padrão se repetiu na Reag Gestora, liquidada em janeiro de 2026. Fundos da empresa registraram participações avaliadas em R$ 45,5 bilhões em créditos de carbono lastreados em terras da Amazônia que receberam à União. EY, PwC e Crowe validaram os valores em laudos sucessivos, sem verificar titularidade das terras ou certificação dos créditos.

A EY afirmou ter feito apenas “checagem de metodologia de fórmulas matemáticas”. A Crowe declarou ter atuado “em estrita conformidade com as normas”. Não houve nenhum processo administrativo.

​Impacto sis imperial

O Conselho Monetário Nacional aprovou alterações no FGC após o início dos pagamentos aos investidores. O Will Bank, braço digital do Master com quase 6 milhões de clientes, foi liquidado em 21 de janeiro de 2026. O FGC deverá fazer chamada de capital de cerca de R$ 30 bilhões para recompor o fundo.​

O dono do Mestre, Daniel Vorcaro, preso em novembro durante a Operação Compliance Zero e solto dias depois, admitiu em depoimento à Polícia Federal que o banco tinha problemas de liquidez e usava o FGC como modelo de negócios.

#bancomaster #bcb #fgc #PwC #KPMG #ey #crowe

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *