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BC já liquidou seis instituições ligadas ao Banco Master

O colapso do Banco Master se consolidou como o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil. Desde novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de seis instituições financeiras relacionadas ao caso, além de uma sétima — a Advanced Corretora de Câmbio — que foi fechada no mesmo período, mas sem vínculo com o conglomerado Master.

Até esta sexta-feira (23), o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master, o que representa 66,4% do valor total previsto para desembolso. A estimativa é que o fundo precise de aproximadamente R$ 47 bilhões para cobrir as garantias do Master e do Will Bank, quase um terço do patrimônio do FGC.

Cronologia das liquidações

Em 18 de novembro de 2025, o BC liquidou simultaneamente quatro empresas do grupo: o Banco Master S/A, o Banco Master de Investimento S/A, o Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. No mesmo dia, o controlador Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos quando tentava embarcar para o exterior.

Em 15 de janeiro de 2026, o BC decretou a liquidação da Reag Trust (CBSF DTVM), gestora investigada por estruturar operações consideradas fraudulentas com o Master. No mesmo dia, a Advanced Corretora de Câmbio também foi liquidada por graves violações regulatórias, sem ligação direta com o caso.

A mais recente liquidação ocorreu na quarta-feira (21), quando o Will Bank, banco digital controlado pelo grupo Master, foi encerrado após descumprir a grade de pagamentos com a Mastercard. A instituição atendia quase 6 milhões de clientes, mais da metade do total de clientes do conglomerado.

CMN reforça proteção ao sistema

Na quinta-feira (22), o Conselho Monetário Nacional aprovou mudanças no estatuto do FGC que permitem a atuação do fundo em instituições com “dificuldade financeira relevante” antes da liquidação pelo BC. As novas regras autorizam operações de transferência de controle ou de ativos e passivos para outras instituições, com o objetivo de “reduzir a possibilidade de contaminação do sistema financeiro”, segundo o FGC.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o episódio pode representar a “maior fraude bancária da história do Brasil”. As investigações da Polícia Federal apontam fraudes que podem ultrapassar R$ 17 bilhões em títulos forjados.

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