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Fintech brasileira Agibank solicita IPO de US$ 1 bilhão em Nova York.

O banco digital brasileiro Agibank solicitou uma oferta pública inicial na Bolsa de Valores de Nova York na quarta-feira, com o objetivo de captar aproximadamente US$ 1 bilhão, de acordo com um documento regulatório e fontes familiarizadas com o assunto. O movimento acontece depois que a empresa garantiu autorização do sistema de previdência social do Brasil para retomar uma operação de crédito essencial que havia ameaçado inviabilizar seus planos de listagem.​

Superando Obstáculos Regulatórios

O pedido de IPO marca uma reviravolta para o Agibank, que apenas dias antes enfrentava incertezas após o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Brasil suspender sua capacidade de conceder novos empréstimos consignados a aposentados em dezembro de 2025. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) havia revelado o que os reguladores descreveram como “irregularidades graves”, incluindo contratos supostamente registrados sem o consentimento explícito dos beneficiários e mais de 33.000 contratos de empréstimo com taxas de juros suspeitosamente baixas.​

A suspensão atingiu o cerne do modelo de negócios do Agibank. Os empréstimos consignados, que são automaticamente descontados de aposentadorias ou salários, constituem uma de suas principais fontes de receita e oferecem menor risco de inadimplência devido à sua estrutura de pagamento.

Segundo a Bloomberg, o Agibank recebeu a autorização regulatória necessária para retomar os empréstimos consignados para aposentados antes de prosseguir com o pedido. A empresa, que foi avaliada em 9,3 bilhões de reais (US$ 1,7 bilhão) em sua rodada de captação de dezembro de 2024, está trabalhando com Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup, BTG Pactual, Itaú BBA e outros bancos na oferta.

Um Marco para as Fintechs Brasileiras

Se concretizada, a listagem marcaria o primeiro IPO de uma empresa brasileira em uma bolsa americana em mais de quatro anos, desde que a Nu Holdings abriu capital no final de 2021. A empresa planeja negociar sob o símbolo “AGBK”.​

Fundada por Marciano Testa em 2000, a Agibank opera um modelo híbrido que combina tecnologia digital com mais de 1.000 “Smart Hubs” físicos em todo o Brasil. Diferentemente do Nubank, que tem como alvo consumidores mais jovens e familiarizados com tecnologia, o cliente médio da Agibank tem mais de 40 anos, vive fora dos grandes centros urbanos e recebe salário ou aposentadoria regularmente.​

A empresa reportou lucro líquido de 350,5 milhões de reais no primeiro trimestre de 2025, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio de 45,2% e uma carteira de crédito que cresceu 52,4% ano a ano, atingindo 27 bilhões de reais. A Agibank atualmente atende mais de 5 milhões de clientes ativos.

O registro ocorre em meio a um interesse renovado das fintechs brasileiras nos mercados americanos. O PicPay, outra empresa brasileira de banco digital, protocolou pedido de IPO na Nasdaq no início deste mês.​

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