PF investiga campanha paga contra BC no caso Banco Master.

A Polícia Federal abriu inquérito nesta semana para apurar a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central e defender o Banco Master após sua liquidação em novembro. A confirmação veio do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, à GloboNews na terça-feira (7). Enquanto isso, o governo federal monitora o impacto da ofensiva nas redes sociais, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendendo nesta quinta-feira (8) a competência técnica do BC no caso.
Contratos milionários e cláusulas de sigilo
Segundo reportagens de O Globo, influenciadores foram procurados com propostas que chegavam a R$ 2 milhões por três meses de trabalho, incluindo cláusulas de confidencialidade com multa de R$ 800 mil por quebra de sigilo. A campanha, denominada “Projeto DV” — iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master —, buscava criar a narrativa de que o Banco Central agiu de forma precipitada na liquidação.

O vereador Rony Gabriel (PL-RS) e a jornalista Juliana Moreira Leite, ambos com mais de 1 milhão de seguidores, recusaram as propostas e denunciaram o esquema. Segundo levantamento da GloboNews, pelo menos 46 perfis nas redes sociais fizeram ataques simultâneos ao BC, somando mais de 36 milhões de seguidores. O Netlab, da UFRJ, identificou mais de 80 mil publicações com críticas à autoridade monetária.
Governo monitora ofensiva digital
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) vem acompanhando os perfis que lideram os compartilhamentos contra o BC. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com possível instabilidade no mercado financeiro e se posicionou em defesa do Banco Central e de seu presidente, Gabriel Galípolo, segundo fontes ouvidas pela CNN.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) detectou “volume atípico” de postagens no fim de dezembro e analisa se houve ataque coordenado, embora tenha registrado redução significativa nos últimos dias. Documentos obtidos pela imprensa apontam que a Agência MiThi, de Thiago Miranda, ex-sócio do Grupo Leo Dias, teria sido a contratante final dos influenciadores.
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