Sensor na bola da Copa do Mundo anula gol da Croácia e acenda debate sobre o VAR.

Sensor na bola da Copa do Mundo anula gol da Croácia e acenda debate sobre o VAR.

Um gol anulado nos acréscimos pela tecnologia de sensor na bola na Copa do Mundo FIFA 2026 reacendeu um debate acalorado sobre se a precisão microscópica na arbitragem realmente serve ao espírito do futebol.

A decisão que eliminou a Croácia da Copa do Mundo

Na partida das oitavas de final entre Portugal e Croácia no Estádio de Toronto, na quinta-feira, a Croácia pareceu ter marcado um gol de empate dramático já no final do tempo acrescido, o que forçaria a prorrogação no placar de 2 a 1. Mas o julgado Espen Eskas foi direcionado ao monitor do VAR, onde a Tecnologia de Bola Conectada da FIFA — um sensor de movimento inercial de 500Hz embutido dentro da bola oficial Adidas Trionda — detectou que o croata Igor Matanović havia tocado levemente na bola com um cabeceio de flick antes de ela chegar ao companheiro Mario Pašalić. Como Pašalić ficou em posição de impedimento em relação ao toque de Matanović e não em relação ao passe original, o gol foi anulado e Portugal avançou com uma vitória por 2 a 1.

A FIFA confirmou a decisão em uma publicação no X, afirmando que os sensores IMU da bola “são capazes de detectar qualquer contato mínimo, dispostos aos espectadores na transmissão como um ‘gráfico de corações cardíacos’, permitindo aos julgados um nível de dados sem precedentes para tomar decisões rápidas e precisas”.

Uma Questão de Limites

O incidente gerou comparações com a tecnologia Snickometer do críquete, que a ESPN apresentou ser semelhante ao gráfico exibido pela FIFA durante a revisão. Mas os críticos questionam se detectam um toque invisível a olho nu — que não alterou visivelmente a trajetória ou a rotação da bola — está de acordo com o espírito do jogo. Como a BBC se enquadrou em sua cobertura, a “enorme decisão do VAR” prolongou a carreira na Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo enquanto encerrava a de Luka Modrić.

O croata Petar Sučić disse após a partida que a equipe ainda aguardava uma explicação completa sobre a decisão. A polêmica segue um padrão neste torneio: uma análise do JudgeMate observou que o VAR na Copa do Mundo de 2026 está “agora preciso o suficiente para gols anulares por margens de um milímetro ou um dedo do pé”, enquanto as faltas subjetivas continuam regidas pelos classificados mais elevados de “erro claro e óbvio”.

O Papel Crescente da Tecnologia

A tecnologia de sensores da Trionda representa uma evolução em relação à Copa do Mundo de 2022 no Catar, onde um chip semelhante foi utilizado pela primeira vez. A versão de 2026 usa um chip de 500Hz instalado lateralmente dentro de um dos quatro painéis termicamente unidos da bola, enviando dados em tempo real aos julgados do VAR no Centro Internacional de Transmissão em Dallas. A FIFA afirma que “a decisão final permanece humana”, com os julgados mantendo a autoridade conforme a Lei 5 do jogo. Mas à medida que a precisão dos dados disponíveis supera ou que qualquer olho humano consegue perceber, a questão de que os órgãos dirigentes do futebol enfrentam não é mais se a tecnologia funciona — mas sim se cada toque que ela detecta deve realmente importar.

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